Entidades da Hotelaria Brasileira Acionam o CADE Contra Aumento de Comissões da Booking.com

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Hotelaria brasileira aciona o CADE contra a Booking.com por aumento abusivo de comissões
02/07/2026.

Foram apresentados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) pedindo suspensão do reajuste nas taxas cobradas pela plataforma sobre reservas de hotéis brasileiros, que passaria de 15%/16% para 18% neste dia 1º de julho.

A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Resorts (ABR) e a Brasil Luxury Travel Association (BLTA) ingressaram com representação formal perante o CADE contra a Booking.com.

Hotéis que não aderirem ao novo percentual perdem posicionamento preferencial e, consequentemente, reduzem sua taxa de ocupação.

Para estabelecimentos menores ou com maior dependência das agências de viagem on-line (OTAs) – o que inclui hotéis independentes em que mais de 70% das reservas passam pela plataforma -, o impacto proporcional é ainda mais severo.

Denúncia ao CADE ocorreu após tentativa de negociação com a plataforma

Após correspondência enviada pela FBHA (Ofício nº 044/2026) questionando os impactos da medida, a Booking.com respondeu por escrito, confirmando o reajuste, mas apresentando apenas justificativas genéricas com referências a “novas soluções financeiras”.

A afirmação de que o Brasil era o último mercado a receber o reajuste confirma que a política comercial é aplicada de forma unilateral e sistemática, mercado a mercado, sem negociação com os parceiros locais.

Diante da resposta considerada insatisfatória, a FBHA enviou um segundo ofício (nº 045/2026) propondo a postergação da vigência para 1º de janeiro de 2027 e a revisão dos percentuais, com prazo de 15 dias para manifestação substantiva. Sem resposta até a data do protocolo da representação ao CADE, as entidades formalizaram a denúncia.

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